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| Concurso do TRE-SC será investigado |
| Sáb, 21 de Novembro de 2009 14:46 |
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O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar os procedimentos na realização do concurso do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no Estado. Pelo menos 15 candidatos entraram com representações no MPF, reclamando de problemas na aplicação da prova. O concurso aconteceu no último domingo. Foram 6.025 inscritos para o cargo de analista judiciário (com formação superior em Direito) e outros 27.182 para técnico judiciário (com exigência de ensino médio). Uma das candidatas que não concordou com os procedimentos na aplicação das provas foi Camila Mulezini da Silva. Segundo ela, na confirmação do endereço do local de prova constava a Rua Emir Rosa. O portão estava fechado e logo depois, um fiscal disse a ela e a outros candidatos que a entrada seria pelo portão da rua ao lado. A previsão de abertura dos portões era 14h, mas o fato ocorreu às 14h30min. Outro problema foi a falta de conferência da identidade dos candidatos, segundo Camila. Não houve um pedido do documento, conforme previa o edital, e nem o recolhimento de celulares e aparelhos eletrônicos. Não havia, ainda conforme Camila, o acompanhamento dos candidatos quando um deles precisava ir ao banheiro. A candidata também relata que a resolução das questões começou mais tarde do que o previsto por vários motivos. Primeiro, o atraso na chegada das provas diminuiu em meia hora o tempo dos candidatos na sala onde Camila prestou o concurso. O segundo motivo foi o fiscal ter distribuído aleatoriamente os cadernos de prova e, só depois, entregar os gabaritos. O problema é que os gabaritos continham o nome da pessoa e o tipo de prova a qual ela deveria ter respondido. Porém, o tipo de prova (eram as mesmas questões em quatro tipos de sequência diferentes) não foi observado antes da distribuição. – Como todas estavam nervosas com o atraso, algumas já tinham começado a responder. Foi o caso de outra candidata, Camila Neves. Ela conta que seu caderno de prova não correspondia com seu gabarito, e, por isso, riscou a prova antes de ser recolhida pelo fiscal. Todos os cadernos foram pegos de volta e redistribuídos. Alguns, segundo as candidatas, já tinham questões respondidas. Erro na distribuição das provas atrasou o processoTrês pessoas ficaram sem prova na sala das duas candidatas. Com isso, um coordenador precisou buscar mais cadernos, atrasando ainda mais o início da resolução pelas três pessoas. Conforme Camila da Silva, oficialmente a prova iniciou às 15h37min. Camila Neves acrescentou que, quando o fiscal estava com as provas e os gabaritos, perguntou: “o que faço com isso?”. Para a candidata, o fato comprovou o despreparo. Depois do ocorrido, ela e outras candidatas pediram que tudo fosse registrado em ata, mas o fiscal, segundo ela, perguntou: “o que é a ata?”. Para Camila Neves, que fez curso preparatório, uma atitude mais drástica precisa ser tomada. – Gastei tempo e dinheiro. Fui bem, mas poderia ter me saído melhor não fosse o nervosismo. Fonte: Diário Catarinense |
| Última atualização em Ter, 24 de Novembro de 2009 14:49 |
